Mix de produtos, Curva ABC, crédito e reprecificação estratégica. O risco não é “só imposto” — é margem e caixa mudando sem você perceber.
A Reforma do consumo substitui tributos atuais por um IVA Dual (CBS/IBS) e muda a lógica de formação de preço ao longo da cadeia. No comércio, o impacto aparece primeiro em três pontos:
No novo modelo, a tendência é fortalecer a não cumulatividade: em termos simples, o imposto devido pode ser reduzido por créditos gerados nas compras (quando houver destaque regular).
O comércio no Simples costuma ter centenas (ou milhares) de itens. Reprecificar “tudo” é erro. O caminho é começar pelo que sustenta o faturamento.
Com mudança de dinâmica tributária, você pode manter faturamento e “achar” que está bem, enquanto a margem real diminui por dentro (principalmente em itens Classe A).
No Simples, a empresa costuma operar com “uma visão única” de imposto. Com a Reforma, a decisão passa a exigir mais clareza do que acontece por produto (e não só por faturamento).
Se você não identifica quais itens Classe A sustentam seu caixa, fica difícil priorizar a reprecificação com segurança.
No comércio do Simples, o risco da Reforma aparece primeiro no mix. Quem entende Curva ABC, crédito e reprecificação decide antes — e protege margem e caixa.